sábado, 31 de maio de 2003

Ninguém merece trabalhar no final de semana. Mesmo que seja para ganhar uma graninha extra no final do mês. Tô cansada, deprimida, estressada. Tô me sentindo uma verdadeira boba e idiota.
Quase morro essa semana. Quase grito no escuro. Quase pulo do abismo que criei entre o real e o imaginário.
Estou me debulhando em lágrimas por causa de certos comentários. Ou pela coisa mais pura, bonita e gratuita dirigida a mim. Obrigada. Do fundo do coração.

[ Desejos da Rainha da Chuva ]

Se eu fosse a tua rainha, a minha lista de ordens seria essa, sem prioridades determinadas:
- Jamais me deixasse sozinha no escuro do quarto com o ventilador ligado;
- Dar-me todos os dias um beijo de boa noite;
- Contemplar o nosso amor em alguns dias de chuva, tomando banho comigo debaixo de céus carregados;
- Deixar-me melar o seu nariz com sorvete de flocos, só para que depois eu pudesse lamber;
- Ligar ou mandar mensagens no celular para perguntar como estou;
- Beijar-me na boca a cada 5 segundos para encontrar constelações ainda não exploradas;
- Fazer carinhos na minha nuca, provocando-me e aquecendo-me;
- Levar-me a sua cama para fazer ou amor ou apenas para assistir um filme antigo com a sua cabeça no meu colo;
- Escolher uma música, ou melhor, várias músicas para serem tema de nós dois;
- Pedir-me em casamento a cada pôr do sol que assistíssemos, selando o nosso pacto de amor eterno;
- Comer brigadeiro melando e lambendo a minha boca;
- Voltar de qualquer lugar do mundo, em qualquer horário que fosse, me tomar nos braços e dizer baixinho: "tô morrendo de saudades".
- Aprender a viver no mundo comigo, novas experiências, tentando a cada dia ser mais e mais e mais feliz, pois estaríamos juntos;
- Tentar descobrir realmente quem eu sou.

[ SoundTrack ]

"Se eu fosse algum rei, fosse o teu senhor, eu proclamava a tua boca um reinado meu.
O teu corpo nu, meu santuário.
Se eu fosse algum rei, teu imperador, eu ordenava teu coração a gostar do meu.
Cada dia teu, meu calendário.
Inventava canções de rei. Conquistava o teu amor. Desobedeceria a lei, revelava quem eu sou.
Te mostrava que só eu sei onde tudo começou. Inventando canções de rei pra enfeitar o nosso amor"
Canções de Rei - Max Viana

Musa Louca 09:51:45. Vai me condenar? [18]

quinta-feira, 29 de maio de 2003

[ Rápido Descontrole ]

Caminho de botas confortáveis pela chuva. Tranqüila. O sol não vai me alcançar essa manhã.
A cabeça com cabelos lisos e pensamentos cacheados. Enrolados entre novos objetivos de vida. O descontrole notado pelo post de ontem foi passageiro. Embora, nada saia daqui de dentro sem seqüelas. É como nadar num oceano de sonhos e desejos... Eu me perco, me afogo e poucas vezes consigo chegar a encosta. Por isso é oceanicamente belo e desafiador. Tenho sempre o impulso de me jogar nessa água misturada com magia.
Nada como alguns sustos a noite. Eu chamei pelo anjo da morte e ele veio... Passou ao lado da janela da cozinha enquanto jantava. Ele veio ao meu alcance e eu sai correndo. Não me sinto pronta para morrer. Como disse, tudo não passou de um rápido descontrole. Apaguei as fotografias amareladas da minha mente, e a partir de agora, só quero as digitais.

[ Fotolog atualizado ]

Musa Louca 12:02:56. Vai me condenar? [26]

quarta-feira, 28 de maio de 2003

[ Nem um dia mais ]

Por favor, injete ricina na minha veia sem pena e nem dó. Sou covarde.
Não quero mais fazer parte dessa droga de mundo.
Estou cansada de ser julgada e incompreendida.
Não aguento mais essa sensação de impotência com relação ao controle dos meus sentimentos.
Se existe justiça, faça isso por mim. Agora.

[ Nem um dia mais II ]

Tô indo embora. Vou pedir transferência de curso.
Preciso mudar de cidade, de estado, de país, talvez.
Vou para um lugar distante de tudo o que conheço.
Maiores informações: email-me.

Musa Louca 15:25:09. Vai me condenar? [13]

[ Eu e Ele ]

Ele anda na terra.
Eu não me prendo a ela.
Ele pensa em si.
Eu penso em como ajudar a ele e aos outros.
Ele vive para a matéria. Na maioria das vezes, alcança os seus objetivos pedindo dinheiro a familiares, não com seus esforços.
Eu procuro manter a minha alma livre disso.
Ele muda de humor.
Eu dou um sorriso.
Ele só viaja pelas circunstâncias.
Eu vou aonde quiser.
Ele é temido pela sua natureza infiel.
Eu sou amada pela minha ser confiável.
Ele pensa ser um deus.
Eu penso em amor e felicidade.

Musa Louca 09:18:37. Vai me condenar? [12]

terça-feira, 27 de maio de 2003

O frio se sobressai. Sinto-me como uma raposa fugindo da neve. Cabelos molhados, corpo quente. A febre me consome. Faz-me perceber o quão frágil eu me encontro. Só me perco quando você me manda um beijo via MSN. Recebo o convite para curtir uma festa rave enquanto escuto o sonho de Judy com os cavalos . Dançar a noite inteira é uma boa pedida, porém preciso que o suor comece a brotar pelos meus poros nos próximos momentos. Nos próximos dias.
Não sei como iniciar o texto sobre a influência da TV no cotidiano humano. (humano?) Desumano é ter que ler Cidade de Deus antes de dormir. Tenho pesadelos incríveis, nos quais eu me torno uma bandida sanguinária capaz de matar pelo simples prazer de ver o sangue escorrer em minhas mãos. Acordo apavorada com uma sensação incrível de dor e vazio no peito.
Tudo tem estado intenso. Minha vida é intensa. Os meus sentimentos ricocheteiam entre a minha cabeça e o meu coração. A vontade de gritar surge. Controlo-me. Desespero-me. Mas nunca mais vou te contar o que se passa verdadeiramente aqui dentro. Get me away from here, I'm dying...

P.S. - Será que você sabe qual a banda estou escutando?

Musa Louca 11:05:23. Vai me condenar? [18]

segunda-feira, 26 de maio de 2003

[ Longe de Mim ]

Suas visões são sinistras.
A sua pele arde como fogo pela ponta dos meus dedos.
Eu encosto. Toco. Provoco. E lavo as mãos logo depois.
A sua existência faz aumentar a dor de cabeça pulsante nas minhas têmporas.
Controlo a minha fúria para não te arrancar os olhos.
E cuspo em teus segredos que atiras janela à fora.
Gritas e choras porque sabes que não há mais salvação para as tuas mazelas.
Gemes, porque o seu prazer não me leva mais ao gozo, só me causa nojo. Apenas nojo de ti.
Não adiantas fugir do destino no qual afundas pela areia movediça das tuas emoções em frangalhos.
Só encontrarás a paz quando tomar a decisão correta: viver bem longe de mim.

Musa Louca 13:58:43. Vai me condenar? [6]

sexta-feira, 23 de maio de 2003

[ Vontade de dançar se Esfregando... ;p ]

"Não me negue, só me reggae
Só me toque quando eu pedir
Se não podes ferir o dia
Todo cinza que eu trouxe pra nós dois.

Não me negue, só me reggae
Só me esfregue quando eu perdir..."

Musa Louca 18:22:25. Vai me condenar? [8]

quinta-feira, 22 de maio de 2003

[ Plasticine (Plástico) - Placebo ]

Beauty lies inside the eye of another youthful dream
Belas mentiras dentro do olho de outro sonho de juventude
That doesn't sell it's soul for self-esteem
Isso não é vender a alma por respeito próprio
That's not plasticine
Ela não é plástico
Beauty lies inside desire and every wayward heart redeemed
Belas mentiras dentro do desejo e de todo caprichoso coração indemnizado
That doesn't sell it's soul for self-esteem
Isso não é vender a alma por respeito próprio
That's not plasticine
Ela não é plástico

Don't forget to be the way you are (x4)
Não esqueça de ser da maneira como você é

The only thing you can rely on is that you can't rely on anything
A única coisa que você pode crer é que você não pode crer em qualquer coisa
Don't go and sell your soul for self-esteem
Não prossiga e não venda a sua alma por respeito próprio
Don't be plasticine
Não seja plástico

Don't forget to be the way you are (x4)
Não esqueça de ser da maneira como você é
And don't forget to be the way you are (x4)
Não esqueça de ser da maneira como você é
The way you are...
A maneira como você é...

Peguei a letra no blog de Kruel, e resolvi traduzir. Obrigada Kru pela referência a minha pessoa no final da música. Ela não sai da minha cabeça. Beijos.


Original no Fotolog.

[ This Monkey isn't gone to Heaven ]

Não importa quanto tempo passe.
Enxergo a vida com loucura e repleta de pecados.
Para me aceitar, você tem que primeiro entender:
Não tem mais redenção o meu caso.

[ Cérebro de plástico ]

Estou cansada das pessoas dizerem que é muito fácil trabalhar com web.
Agora, quando elas iniciam, se mordem nas coisas mais óbvias.
Musa Louca 10:13:12. Vai me condenar? [15]

quarta-feira, 21 de maio de 2003

[ "Em dias de sombra...", como diria Platão. ]

Talvez você pudesse dizer tudo o que tivesse vontade
Sem usar palavras duras
Mas nunca te perguntei
Nunca te convidei para jogar xadrez
Nem secar meus cabelos depois do banho de chuva
Apenas me meti nesse termômetro
Medindo os fenômenos
Mas nunca descobrindo a razão
De minha febre.

Ser construtiva
Avisar a vó
Ter amigos na família
Construir com muitos estudos
A minha sabedoria.

Eu me vejo em teu espelho
Tua carne me emociona
Teu espírito me resplandece
Teus pulinhos
E as minhas cambalhotas
Tudo em volta acontece.

De volta ao cansaço
Sento-me no chão
Curto os reflexos projetados
Pela entrada de luz na parede
Dentro de uma caverna perdida em mim:
A caverna da solidão.

P.S. - Acho que ando ouvindo demais sobre a teoria de Platão em Matrix.

Musa Louca 12:48:32. Vai me condenar? [15]

terça-feira, 20 de maio de 2003

[ E ainda sentindo... ]

O dia inteiro deitada. Em cada azulejo, eu ouvia Plasticine. Eu me sinto ridícula escrevendo - estou com sérios problemas: estou fugindo de problemas. Eu, tomando banho no chuveiro do lado de fora da casa - em frente à outra casa, era só mais um sonho. Eu me sinto ridícula contando sonhos. O dia inteiro deitada. Desaparecer não é difícil, ele tinha razão. Desaparecer entre lençóis, atrás de paredes, não atendendo, não recebendo, não é difícil. Desligar o telefone. Desligar a mente. A voz do corpo. Ler não faz mais sentido. Ler: a voz do corpo. Deitado. Inteira.
Eu estou desaparecendo, inteira, não - por partes. Eu não quero mais pensar - por partes. A cada passo, conversas - eu não quero ouvir conversas. Não quero nem o dia - levantar, recobrir, à noite. A cada noite, menos passos. Talvez eu enfrente a rua, na tarde próxima. A manhã é próxima. A tarde alonga. Eu não quero mais nada. Mesmo. Deitando nos azulejos, deixando se repetir, que voem os meses, estou cansando de morrer. A cada ano. Detesto - mais nada. Amo - mais. Ninguém mesmo. Desaparecendo, entre. Não pensar mais.

Talvez eu enfrente o calor e o ônibus, talvez eu esteja sendo sugada. Por mim mesma. Detesto sim - a rua nesses dias. Escrever - mais nada. Fechar olhos e ouvidos. Boca e portas. Eu não tenho que carregar isso. Nem deixar disso. Deitar nisso. Deitar no que eu acreditava. Escrever: no que eu acreditei. Agora - mais nada. Amo - nada. E mais - se repetir. Não me troque - se eu me repetir: Não se encoste.
Na falta de problemas - eu tenho sérios problemas, na falta de. Eu preciso tanto, que estou desaparecendo. Cansando de não ser sacudida, arrastada, pensada, sentida, detestada. Adorável. Cansando de não pensar que não posso sentir tanto, e tudo. O mais. Se perde. O dia. Inteiro. Plantada sem colher. Cansando. Sem afiar. Cansando. Sem línguas. Sem boca. Não sei mais o que não digo. Tudo o que falo não faz sentido - eu não falo. E não faz sentido. Eu não saio da cama no domingo. E não faz falta - eu não saio mais do chuveiro, e a cama não me faz falta, deitar no chão.

Sem fazer barulho - eu vou levantar (não escreva)
(não ande pela casa)

Cansando - eu preciso quebrar palavras. Morder palavras. Engolir a mim mesma. Eu devo me remediar. Dosar as quebras - misturar mordidas. (não escreva) Sim, deitando no que eu acreditei, ainda me faz cócegas - eu acreditei? E ainda me cobre, e ainda circula em mim, e ainda sai, e volta ainda - quanto mais eu penso, mais acredito. Através disso. Desaparecer por isso. (voltar para a cama e não sair mais de lá, da cama eu posso escrever como eu quiser) Sem frases. Sem descrições. Tudo se movendo. Circulando em mim.

Eu quero o meu cabelo sendo puxado. Escovado. Despenteado. Eu quero o meu cabelo sendo mexido e não quero meus fios analisados - eu quero dedos se perdendo nos fios, e não a descrição dos fios. A cor, a textura. Vivia preso. Agora vive solto. Preso, não vive. Verbo preso. Palavra se repetindo irrita. Se repetindo, me irrita - adorável se irritar com outra pessoa, muito chato se irritar consigo mesmo. Talvez você não goste, mas eu amo quando me irritam - ou talvez eu me irrite quando amo. Ou talvez me irrite quando não amo - ou talvez eu me irrite quando respiro. Talvez eu repita sem conhecer a irritação verdadeira - talvez seja uma palavra escolhida ao acaso. Talvez a palavra /escolha/ anule a expressão /ao acaso/. E talvez eu esteja nula.

(estou mesmo)

Não escolhendo. Ao acaso. Desaparecendo. Deitada o dia inteiro. No que eu escrevia: Plasticine. Azulejos. Eu quero ruídos. Desaparecer entre quebras. Quebrar pensamentos. (não escrever) Não acreditar: mais. E ainda sentindo. Não acreditar que devo.

Musa Louca 09:38:45. Vai me condenar? [9]

domingo, 18 de maio de 2003

[ FotoLog ]

Para os mais despercebidos que lêem o meu blog, aí vai um aviso:
Crei um FotoLog. ;o)
O link para acessá-lo está abaixo do link dos comentários.
Entrem e comentem em todas as fotos.
Acabei de adcionar uma hoje, a dançando Plasticine - Placebo.
Beijos!

Musa Louca 18:25:38. Vai me condenar? [9]

sexta-feira, 16 de maio de 2003

[ Lunar Total ]

Você quer roubar a luz irradiada pelo sol. Aquela que faz brilhar os meus cabelos e aquece o meu corpo.
Quer tirar a visibilidade que tenho do mundo e a dele de mim.
Eu não gosto de ficar amostra. Solta. Perdida. Mas isso é necessário enquanto não encontro braços para me recolher. Não aceito mais os seus. Considero-me uma privilegiada por Deus, por estar aqui em cima, distante das suas mãos.
Aparento estar um pouco maior nesses dias de sangue abundante em meu corpo estelar. Apenas alguns dias. Dessa forma não serei subjugada a seus caprichos quando se aproximar para me cobrir.
Se o que desejas é complemento para as suas vinganças, viestes ao local errado. Só ofereço paz e uma bela vista. Um céu escuro iluminado por pontinhos brilhantes. Um planeta redondamente oval e oceanicamente azul. E vários outros planetas coloridos e esquisitos.


Quando você começou a me tomar, o céu apresentou no começo da fase penumbral as seguintes constelações zodiacais: de Sagitário, de Ofiúco (Plutão), de Escorpião, de Libra (Lua), de Virgem, de Leão e de Câncer (Júpiter). Ao final dessa fase, tivemos as constelações zodiacais de Aquário (Urano), de Capricórnio (Marte próximo de Netuno a apenas dois graus e quinze minutos), de Sagitário, de Ofiúco (Plutão), de Escorpião, de Libra (Lua) e de Virgem.

Ninguém lhe disse que seria simples. O caminho que percorrestes durante o eclipse não foi central e eu passei rapidamente pela região norte da umbra. Facilitando-me então, de estabelecer dentro da Escala de Danjon um nível de obscurecimento menor ao que você esperava. Seria necessário atribuir índices diferentes ao longo da região norte para o sul. A minha região norte saiu após poucos minutos do arco da borda da umbra, e a cada parte que eu surgia, minha aparência era ainda mais brilhante...


[ Soundtrack ]

Clocks - Coldplay

"As luzes se apagam e eu não posso ser salvo
Ondas contra as quais eu tentei nadar"


* - As fotos foram tiradas hoje durante a madrugada.
Musa Louca 13:08:53. Vai me condenar? [8]

quinta-feira, 15 de maio de 2003

Um momento. Um ponto.
Barra de ceral de brigadeiro.
Estou no paraíso por alguns segundos.
O paraíso da gula....

Musa Louca 14:41:36. Vai me condenar? [4]

[ Minha Mãe ]

Nunca conheci uma criatura mais doce, amável e encantadora.
Tá. Eu sei. Você pode pensar que estou dizendo isso porque ela é MINHA mãe. Mas quem já conversou ou conviveu com ela alguns instantes, sabe que isso é VERDADE.

Como todo ser humano, possui também vários defeitos.
E apenas um, umzinho só, me incomoda mais do que a todos: o medo de procurar ajuda médica.
Ela se torna uma criança birrenta. Imagine: uma fisioterapeuta morrendo de medo de chamar o atendimento domiciliar ou de ir a um hospital.
Antes de eu vir para o trabalho essa manhã, ela estava passando mal. Relutou ao máximo ligar para VitalMed (ambulância com atendimento domiciliar). Foi um custo... Tive que fazer chantagens e promessas de diversos níveis. Consegui a um custo absurdo convencê-la de ficar em repouso e procurar por um socorro.

Ela foi examinada e medicada no quarto. Após uma hora, já estava bem, e eu pude sair para o cotidiano. Arf, só não consegui, dessa vez, ludibriá-la e vir trabalhar sem comer nada (malditas promessas!) :p

O importante é que, depois desse susto, o sol voltou a brilhar... pelo menos lá em casa.

[ Presente ]

Aproveito o acontecimento dessa manhã para dedicar esse post ao Dia das Mães, já que esse dia passou desapercebido no meu blog.
Segue um presente que eu ganhei dos filhinhos de Pablito:


Musa Louca 09:42:09. Vai me condenar? [4]

quarta-feira, 14 de maio de 2003

[ Ursa Maior ]

Para quem amou tanto, essa aparente calma é o enredo de uma escala na estação Ursa Maior.
Andarilha de estrelas, vasta como um átomo humano e coisa indefinida.
Habitante do mistério e da luz.
Vou destruindo muros aos murros e ouvindo berros de alegria e cansaço nos cardumes do aleatório vivo.


[ Um dia eu já brinquei de saber Escrever ]

Cansei de ser nuvem. Agora, quero encontrar a felicidade dentro de mim... como estou fazendo...
Se quiser se lembrar dessa criatura que lê agora, vá assistir "Como perder um homem em 10 dias". A história é muito parecida com a minha vida há um tempo atrás: quando trabalhei para uma revista feminina e conheci grandes amores enquanto escrevia a coluna Blocos e usava o pseudônimo de Elisabeth. Além disso, no filme toca duas músicas que são verdadeiras paixões minhas: Gin Blossoms - I'll follow you down e Sixpence None The Ritcher - Kiss Me. ;o)

Musa Louca 10:09:57. Vai me condenar? [11]

terça-feira, 13 de maio de 2003

[ O Rio e as Nuvens ]

Era um bonito rio que encontrara seu caminho entre colinas, florestas e prados. Uma jubilosa corrente de água, sempre dançando e cantando enquanto descia do topo da montanha. Era muito jovem naquele tempo, e quando chegou na baixada diminuiu a velocidade. Estava pensando sobre ir até o oceano.

Um dia notou as nuvens. Nuvens de todos os tipos, cores e formas. Não fez mais nada durante aqueles dias exceto perseguir as nuvens. Queria possuir uma nuvem, ter uma só para ele. Mas as nuvens flutuavam e viajavam pelo céu, e sempre mudando suas formas. Às vezes pareciam com um urso, outras vezes pareciam com um cavalo. Por causa desta natureza das nuvens, o rio sofreu muito. Seu prazer, sua alegria tinha se tornado em perseguir as nuvens, uma depois da outra. E desesperada, raivosa e triste tornou-se sua vida.

Então, um dia, veio um vento forte e levou todas as nuvens do céu. O céu ficou completamente vazio. O rio pensou que sua vida não tinha mais valor, não existiam mais quaisquer nuvens para perseguir. Quis morrer.
- Se não existe nenhuma nuvem, para que eu devo viver?

Mas como um rio pode tirar sua própria vida?

Naquela noite o rio teve a oportunidade de voltar-se para si mesmo pela primeira vez. Ele tinha corrido, por tanto tempo, atrás de algo fora de si próprio que com isso nunca tinha se visto. Naquela noite teve a primeira oportunidade de se ouvir: os sons da água colidindo contra as margens.

Ao escutar sua própria voz, descobriu algo bastante importante. Percebeu que o que vinha procurando estava dentro de si mesmo. Descobriu que as nuvens não são nada além de água. As nuvens nascem da água e voltam à água. E descobriu que também era água.

Na manhã seguinte, quando o sol brilhava no céu, descobriu algo novo e muito bonito. Viu o céu azul pela primeira vez. Nunca antes havia notado. Tinha estado interessado apenas nas nuvens, e deixara de perceber o céu, que é a casa de todas as nuvens. Nuvens são mutáveis e inconstantes, mas o céu é estável. Só então percebeu o imenso céu que tinha estado em seu coração desde o inicio. Esta percepção trouxe-lhe paz e felicidade. Vendo o vasto e maravilhoso céu azul, soube que sua paz e estabilidade nunca mais seriam perdidas.

Naquela tarde as nuvens voltaram, mas desta vez não quis possuir nenhuma delas. Podia admirar a beleza de cada nuvem e podia sorrir para todas elas. Quando uma nuvem se aproximava, saudava com carinho e respeito. Quando a nuvem desejava ir embora, acenava feliz e com ternura. Paz e harmonia existiam entre o rio e as nuvens.

Naquela noite outra coisa maravilhosa aconteceu. Ao abrir completamente o seu coração para o céu da noite, recebeu a imagem da lua cheia - bonita, redonda, como uma jóia rara - dentro de si. Jamais imaginara poder receber imagem tão bela.

A fresca e bela lua viaja no céu. Quando a mente - rio da vida - está livre, a imagem da bela lua refletirá em cada um. Assim estava a mente do rio naquele momento. Recebeu a imagem daquela lua em seu coração, e a água, as nuvens e a lua deram-se as mãos e caminharam vagarosamente em direção ao oceano.

Não havendo a perseguição doentia, podemos nos voltar para nós mesmos, apreciar nosso coração e nosso sorriso, enfim nós mesmos.

Musa Louca 12:18:37. Vai me condenar? [3]

sexta-feira, 9 de maio de 2003



O homem pensa.
A mulher sonha.
Pensar é ter cérebro.
Sonhar é ter na fronte um auréola.
O homem é um oceano.
A mulher é um lago.
O oceano tem a pérola que embeleza.
O lago tem a poesia que deslumbra.
O homem é a águia que voa.
A mulher, o rouxinol que canta.
Voar é dominar o espaço.
Cantar é conquistar a alma.
O homem tem um farol:
a consciência.
A mulher tem uma estrela:
a esperança.
O farol guia. A esperança salva.
Enfim, o homem está colocado
onde termina a terra.
A mulher, onde começa o céu!...

(Victor Hugo)

Não me importo com o lado machista de Victor Hugo. O lado que ele considerava existente apenas nas mulheres, havia também nele... o da sensibilidade. Senão, ele não escreveria poesias. ;p
Não interpreto essa poesia como submissão, mas, sim, como a descrição da missão que a mulher tem na vida: a de ser sublime e angelical.
Musa Louca 15:06:09. Vai me condenar? [20]

quinta-feira, 8 de maio de 2003

[ Tão Mortal quanto Você ]

Um passo no compasso da vida e eu me escondo quando lhe acho.
Enquanto me perco em incertezas, encontro amigos carinhosos pelo asfalto.
Um beijo na sua boca linda, aonde apenas segredos são descobertos.
Tenho sede de chuva. Sou como as rosas nascidas no inverno.
Observo a solidão no seu passo manso indo embora...
Vasculho pela mente a sua música favorita de outrora.
Existem serpentes que lhe guiam ao pecado. Mas esse mesmo pecado traz também libertação e momentos de prazer. Busco a salvação quando processo o desespero dentro do peito, como qualquer normal mortal.
Viajo em ilusões criadas pela ponta da caneta em minha agenda de papel.
Berro como louca quando sinto dores causadas por adeuses e açoites de centauros amados.
Já brinquei com a ponta dos dedos e agora me divirto só admirando meu afilhado jogar bey blade na bacia. Aquela dada aos cães maltratados pela sua vizinhança.
Gosto de goiabas verdes. Esse é o meu alimento para enfrentar seres maduros de florestas distantes.
Agüento com força e firmeza o movimento contrário ao meu.
Tenho entusiasmo por causas separadas do cotidiano. Que casado com a hora, esquece de curtir a vida adoidado.
Não presto atenção no que você fala, apenas no que sente. Mas você não sente e não diz nada. Se lembra da música ou conhece essa frase batida pela sua ex-namorada: guarde os significados.
Por isso o vazio se estabelece e te circula.
Caio das estrelas e chuto o balde das ocorrências perversas, as quais lhe tapam as retinas e não lhe permitem observar a constelação que me escondo.
Lá... do outro lado. Separados pelo abismo. O abismo. Aquele criado por nossas almas.
Onde jogo as recordações-saudades-fotografias, uma a uma. Observo-as descer até onde a vista alcança.
Onde, às vezes, me atrapalho e um passo em falso... Adeus mundo amargo...

[ SoundTrack ]

Coletâneas do Portishead e Suede, mas continuo com o cd do Coldplay também.

Musa Louca 13:46:20. Vai me condenar? [14]

quarta-feira, 7 de maio de 2003

[ O Vazio não Absorve ]

A alegria se esconde em lugares secretos.
O vazio não a encontra.
A beleza murcha pela begônia que eu comprei no supermercado.
O vazio não a desabrocha.
A saudade registrada, nos cinco porta-retratos em cima da cômoda, desaparece no cotidiano.
O vazio não surge com ela.
O brilho dos cabelos não se reflete no escuro da noite, da mente, da vida.
O vazio não obscurece a luz.
A solidão se afoga no vaso com água onde o sapinho artificial habita.
O vazio não a salva dessa loucura.
Os loucos pensamentos se perdem nas esquinas da cidade viciada.
O vazio não os procura, pois todas as cidades estão assim.
Os pecados vão sendo esquecidos dentro dos livros guardados na estante de casa.
O vazio não os lembra.
O vazio não absorve quase nada. Apenas o que eu quero ultimamente...
Estou tão cansada. Continuo sentada no chão do quarto olhando para as estrelas fluorescentes.
Esperando você chegar...
Enquanto isso... tudo anda so cold... and so empty...

[ Soundtrack ]

In My Place - Coldplay

"Eu estava assustado, eu estava assustado
Cansado e despreparado
Mas eu espero por você..."

Musa Louca 15:38:07. Vai me condenar? [15]

terça-feira, 6 de maio de 2003

[ Alegria, alegria, você está lendo um blog da Bahia ;p ]

Que seu amanhecer seja tão encantado como a mágica de todas as fadas...
O seu dia seja tão estrelado como a mais linda noite de luar...
Seus desafetos sejam tão pequenos como a menor gota de mar...
Seus caminhos sejam tão límpidos como as águas do mais sonhado riacho...
Suas angústias sejam tão poucas como a última ave mais rara...
Suas fantasias sejam tão boas como o desejo da jóia mais cara...
Sua força seja tão forte como a do mais selvagem animal...
Sua docilidade seja tão sensível como a do mel mais natural...
Sua capacidade seja tão aprovada como a alma mais povoada...

Ai ai ai... Tô tão feliz...
Passei em Metodologia de Pesquisa...
E fui bem na prova de Oficina Escrita.
Nem a rinite hoje irá estragar o meu dia.

Musa Louca 09:14:38. Vai me condenar? [10]

segunda-feira, 5 de maio de 2003

[ Ocupado com o Ciúmes ]

Ele liga para ela em plena noite fria. Carente e sozinho. Querendo um reconfortante carinho, nem que fosse pelo telefone. Liga 1 - 2 - 3 - 4 - 5 vezes para o número do fixo e só escuta o tu - tu - tu no aparelho.
Começa a se irritar. O sangue sobe e se agita pelo corpo. E automaticamente vem a lembrança do número do celular. Lá se vão mais 1 - 2 - 3 - 4 - 5 tentativas, e dessa vez o barulho mudou, mas não o frusta menos... O telefone chama - chama e ninguém atende.

Então, ele se chateia. Apaga a luz. Cobre-se com o lençol. Desliga a TV. Coloca a cabeça debaixo do travesseiro. E pensa:
"Não consigo mais passar uma noite sem ouvir a voz dela, naquele apelo inconsciente de ternura, carinho e sensualidade. Será que ela não percebe o quanto eu a gosto ? O quanto eu sinto ciúmes?
Será que ela gosta de me fazer de otário? (Lobão ataca )
Não. Vou procurar relaxar, ligar a TV e assistir um filme.
Não. Ela não vai me deixar na mão.
Não, essa noite não. (Lobão ataca novamente)"

De repente, em meio aos seus devaneios de homem ciumento-possessivo-gostoso, o telefone começa a tocar...
Ele vai louco atender e já se arma para início da briga. De cara amarrada, já querendo explicações para o sumiço de duas horas dela. Duas horas??? Acredite: duas horas.

E ela... Bem, ela retrata o ciúmes dele nessas poucas linhas, cansada de tentar entender os motivos que o levam a fazer isso.

Musa Louca 09:31:39. Vai me condenar? [20]

domingo, 4 de maio de 2003

[ Relação de Loucuras - Parte 02 ]

01. Esquecer o passado.
01. Viver o presente.

02. Curtir banhos de chuva...

03. Quero te encontrar.


[ Da série: Cadê o John Cobertt da minha vida? ]

Fico te esperando durante a madrugada. Sentada no início da escada do tempo.
Olho para o relógio e viajo nas horas. Imagino o momento que você vai chegar...
E que subiremos juntos degrau por degrau pela eternidade.

Musa Louca 20:41:40. Vai me condenar? [10]

sexta-feira, 2 de maio de 2003

[ Dos dias de melancolia sem fim... ]

Dos sonhos, agora apagados, restam somente alguns poucos fiapos no chão. Quem sabe eu consigo fazê-lo sorrir de verdade?
No meu quarto, o escuro e a solidão soaram confortantes! As músicas (Radiohead, Counting Crows, Placebo, Cold Play, Portishead e Johnny Hollow) que eu escutava me chegavam até o corpo, estava exausta, carregada de fúnebre agonia; talvez um patamar abaixo de onde me encontro empalada, fétida.

Às vezes, eu sôo tão rasa! Noutras, anseio para que todos no mundo - pretos, ricos, pobres, amarelos - degustem da minha eterna tristeza.
Só agora percebi que ando fora de mim. Sou o espectro que, sem luz, mais observa do que realiza; o ser tão perto e tão longe de si mesmo - exatamente como, às vezes, você deve se sentir.
Acho que hoje eu deveria ter ficado em casa, em cima da cama, debaixo do lençol, sonhando. Pois, querendo ou não, é preferível sonhar a viver. Ao menos nos meus sonhos eu o enxergo ao meu lado, sorrindo de verdade. Ao contrário destes dias de poucas palavras onde o tédio se esconde nos raios quentes do sol.

Musa Louca 13:21:24. Vai me condenar? [14]

quinta-feira, 1 de maio de 2003

[ Ouço até o sono vir... ]

Ouço os pingos da torneira.
Ouço os meus CD's favoritos.
Ouço a guitarra de ontem.
Ouço os beijos esquecidos.
Ouço a confissão atroz.
Ouço o desejo de alguém.
Ouço o choro pelo conforto paterno.
Ouço a quem é carinhoso e terno.
Ouço, a dor, o grito, a dor, o grito interno.
Ouço o som de algo quebrando.
Ouço aqui dentro. Aí dentro?
Ouço os pássaros assobiando.
Ouço os insetos celebrando.
Ouço o tempo esquecido na cama.
Ouço a magia dos fantasmas se aproximarem.
Ouço os anjos se afastando.
Ouço a minha mente estagnada.
Ouço, agora, apenas Morpheu me chamando.
E não ouço mais nada.

Para uma pessoa especial: Aleks.

Musa Louca 09:11:49. Vai me condenar? [12]

[ A Maçã ]
[ Previsão do Tempo ]
Tô assim e daí?
[ I Believe In...]
Minha fera interior solta, gemendo a dor de um sorriso ferino que me marcou, fonte de um sorriso masculino, transposto na espada da dor. O rito que brada, suga e condena mais uma vez o chicote de ficar a margem levado pelos pássaros vigilantes do esquecimento.
[ Reflexo da Mente ]
[ O Pecado ]
[ Livro de Visitas ]
[ Contato ]
[ SoundTrack's ]
[ Na Gaveta ]
[ Leitura Global ]
[ Estimação ]
[ Gosto Não se Discute ]
[ Pecados Confessos ]

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