domingo, 30 de novembro de 2003

Ontem eu escapei da morte por segundos. Hoje levei horas fazendo um layout para o demônio.
Será que na próxima eu conseguirei?

Musa Louca 19:19:47. Vai me condenar? [20]

sexta-feira, 28 de novembro de 2003

[ Amor Não Identificado ]

Ontem eu sai para assistir ao show de uma banda xodó.
Antes de subir as escadas e ir ao encontro do mafioso-lindo-cantor, eu fiquei conversando com Marcinho. Distraindo-me com o papo-terapia e as cantadas dos passantes, motorizados ou não, que paravam na porta do estabelecimento. Eu perguntei se era o cabelo e ele brincava dizendo que era o conjunto (que mentiroso!). Mal comecei a dieta do biquíni e tem uma semana que eu entrei na natação. Quando um certo português chegou com o resto da sua banda foi muito engraçado. Ficou me perturbando (como sempre). E me fazendo propostas... como as de me jogar no chão (novamente).
Putz. Vou sentir muito quando aquele local sagrado (pra mim) acabar. É uma pena que mais um templo do rock será fechado, por motivos obvieis: rock na terra do axé-pagode. "Um objeto não identificado".

Depois da apresentação da primeira banda, eu subi. Coração batendo rápido. Saudade. Fazia muito tempo que não o via. E só a magia do encontro e do abraço, teve o poder de me fazer esquecer todo o resto fora daquele bar. "Chega disso tudo é hora de mudar e trilhar um novo caminho". Bastou ele olhar nos meus olhos para perceber o quanto estou sozinha, e apaixonada. Preferiu calar, não dizer nada. Apenas fez aquela cara de "eu te entendo". Elogiou o cabelo. Falou que nas férias vamos nos ver mais.
Ficamos pouco tempo juntos. Mas o suficiente para estar em "casa". Ele tinha que cantar. Eu tinha que viajar nas músicas. E sonhar com um disco voador. Um amor não identificado.

*Dreaming...*
[ Vai ser assim, no meio de uma pista quase vazia, quase que ao acordar de um final de madrugada, que você me estenderá seus braços para me puxar pra dançar. Eu pegarei sua mão, você me encaixará perfeitamente junto ao seu corpo e eu fecharei meus olhos no exato momento em que encostarei minha cabeça junto ao seu peito. Você murmurará o quanto me adora e quando em retorno eu abri meus olhos pra te dar um beijo e dizer que podíamos ir embora, me descobrirei já em claridade do sol, ao seu lado na cama. ]

Não perderei mais as coisas. As pessoas. Os momentos. Não quero mais ficar sentada esperando que algo de bom aconteça enquanto a vida, como areia, escorre pelos meus dedos. Passeei por Dinha, vi o movimento. Ouvi o barulho do mar. O horizonte escuro. O meu lado obscuro é que vai me ajudar a criar defesas contra o que preciso. O outro lado vai me deixar amar. Viver de magia. Então, "eu vou fazer uma canção de amor". Não vou mais ter que sair. Vou ficar. Permanecer. Encostar minha testa na sua. Trocar beijos na praça. Andar de mãos dadas em qualquer lugar. E ver você parado no meu portão sorrindo durante todas as estações do ano.

Que o amor não identificado me encontre.

Musa Louca 12:30:28. Vai me condenar? [27]

quinta-feira, 27 de novembro de 2003

[ Metade Errada da Maçã ]

Às vezes, o peito aperta e eu gostaria de saber porque me distancio tanto das pessoas que eu mais queria ter por perto. Deve ser uma daquelas síndromes contagiantes de um relacionamento ou outro as quais você adquire sem sentir. Você fica meio perdida sem saber como proceder e livrar-se disso. Não estou sabendo conviver com essa dor insuportável de não poder ter quem realmente quero. Então, termino afastando todos.

Tem uma metade da maçã que parece gostar de sofrer. De ficar fantasiando com pessoas que não existem. Sentimentos não-envolventes. Sentimentos-doloridos. Sentimentos-perdidos. Algo em que se acredita ter para sempre. A outra metade não liga mais para sorrisos. Fingi não ver. Não desenvolve mais conversas. Presta apenas atenção nas paralelas e não diz "Oi!" pra ninguém. Não sei se você entendeu que minha vida é dividida em duas e o universo que você me enxerga é a metade errada da maçã. A face visível da lua. Esse lado perdido nas sombras dos armários da alma é o que me faz absurdamente sofrer. Claro, quando eu resolvo escancarar de vez as portas deles. Não sei se seria correto pedir para você esquecer, esquecer. Não seria justo, mas que é o melhor a ser feito. Não insistir. Não persistir. Minha vida na metade errada da maçã é tão errada que nem concerto tem mais. Eu estou prestes a não insistir nela também.

Estou em frangalhos. Fechada. Trancada por um tempo no meu lado obscuro. Sem perceber se há brechas de luz pelos cantos da minha prisão-particular. Deveria estar pensando mais no corpo. Cada vez mais. E menos na alma. Mas é essa lua, essas estrelas, esse cheiro de perdição que me fazem pensar nas coisas que não tem jeito. Na metade errada da maçã.

[ Janela Vizinha Aberta ]

Essa mulher mora aqui ao lado, no quarto ao lado. Ela tem os cabelos encaracolados, um olhar desconfiado e fuma descontroladamente. Eu sei bem quem ela é, apesar de nada saber sobre ela. Das manias, sei todas, inclusive a mais secreta.
Na sala dizem que ela foi abandonada e que, desde então desenvolve certos tipos dentro dela mesma, numa espécie de exílio. Ela se exilou dentro de si mesma e, desconfio que anda mesmo é perdida entre as amídalas e a própria saliva. Eu estive já -a convite da própria - no fígado dela. E eu descobri que ela é alcoólatra, e aquela mania secreta existe porque ela bebeu em 1993 uma droga que, sem querer, estava dentro de um copo de vodka.
Ela já se fantasiou de Marylin Monroe e o porteiro do prédio, estúpido, não elogiou. Por isso essa roupa cheia de lantejoulas, esse batonzão rosa.
Ela precedeu o próprio suicídio e acredita, ser outra, porque aquela, que já se fantasiou de Marylin Monroe, foi morta pela máfia e os jornais disseram que foi suicídio. É, mas foi mesmo suicídio. Ontem ela enfiou a cabeça no ventilador.Isso aqui, na minha roupa, esse vermelho, é do sangue dela. Na hora, o vento tratou de esparramar o sangue pelas janelas vizinhas que se encontravam abertas. A minha, estava aberta.

[ SoundTrack ]

Eu gostaria m. m. m. que alguém cantasse essa música pra mim.

Musa Louca 14:21:52. Vai me condenar? [18]

quarta-feira, 26 de novembro de 2003

Depois que eu, Oh e Doris tivemos a idéia de fazer o site da turma como se fosse uma Jukebox, eu não paro de pensar qual será a bendita música dos anos 60 que vou escolher. É, porque decidimos fazer o layout de uma Jukebox antiga. E com músicas, claro, dessa década. Estou na dúvida entre Be My Baby da The Ronettes e Sympathy of The Devil da Rolling Stones.

Bem, envolvida pelo embalo das escolhas das músicas, eu resolvi criar esta série:

[ Da série : Uma Música Para Fazer Você Lembrar de Mim ]

Essa, definitivamente, tinha que ser a primeira.
Muitos podem considerá-la extremamente melancólica e desesperadora. Mas ela, essa maravilhosa música, combina com a minha alma em qualquer momento. Seja quando estou alegre ou triste. Febril ou sã. Ela tem o poder de me fazer pensar na vida como a coisa mais prazerosa do mundo. A sua melodia me embala e me faz mexer discretamente os quadris. Rodopiar pelo quarto escuro em companhia das estrelas fluorescentes. Abre meu coração e cada vez mais me dá a certeza que eu devo esperar por alguém... someone that make me happy... on a saturday night. Ou em todas as noites, para sempre e um dia.

"today, she's been working, she's been talking, she's been smoking,
but it'll be alright,
cos tonight we'll go dancing, we'll go laughing, we'll get car sick,
and it'll be okay like everyone says, it'll be alright and ever so nice,
we're going out tonight, out and about tonight.
oh, whatever makes her happy on a saturday night,
oh, whatever makes her happy, whatever makes it alright.
today, she's been sat there, sat there in a black chair, office furniture,
but it'll be alright,
cos tonight we'll go drinking we'll do silly things,
and never let the winter in,
and it'll be okay like everyone says, it'll be alright and ever so nice,
we're going out tonight, out and about tonight,
oh, whatever makes her happy on a saturday night,
oh, whatever makes her happy, whatever makes it alright.
. . . we'll go to peepshows and freak shows,
we'll go to discos, casinos,
we'll go where people go and let go . . .
. . . oh whatever makes her happy . . ."

Saturday Night - Suede

Musa Louca 16:06:53. Vai me condenar? [16]

terça-feira, 25 de novembro de 2003


[ Sleeping with Ghosts ]

Eu concordo quando dizem que nenhum homem é uma ilha. Estou sempre cercada de vidas e objetos que interagem o tempo inteiro comigo e com o meu humor. Tenho recebido muitos bilhetinhos (presentinhos) via garrafas. E também ocorrem tempestades em alguns períodos do ano. Elas surgem com muita força. Tenho a sensação que vão destruir tudo o que há de bom em mim. De uma só vez.

A fé ainda me mantém firme e decidida. As coisas boas vêm àqueles que esperam. Porém as coisas estão aqui e ali, apenas para me lembrar que cada uma terá seu dia. Às vezes sou intoxicada pelos meus piores fantasmas, pelas lembranças, pela melancolia e pelo cansaço. Observo-os infiltrarem-se em minha alma. Eles tentam dizer que é tarde demais para mim. Que é melhor entregar os pontos e desistir do que foi conquistado. Mas, jurei a mim mesmo que vou viver para sempre. Já disse ao meu criador que Ele pode esperar. Sou forte. Não desistirei de lutar mesmo sendo procurada: viva ou morta. E quando precisar restabelecer as minhas energias, basta viajar para algum lugar ao sul do Céu. Basta caminhar a passos largos para os braços de quem amo.

E eu culpo este mundo por tornar má uma pessoa boa. É este mundo que pode deixar louca uma boa pessoa. E é este mundo que transforma um assassino em um herói (lê-se: um assassino em pagodeiro/sertanejo que mata a cada momento um inocente nas estradas). Bem, eu culpo este mundo por ter me tornado má e louca. Cada dia mais. Agora não vou entrar no Céu. Se o demônio fizer o que quiser, juro que vou viver para sempre. Quero apenas deitar o corpo no chão gelado. E imaginar que você, meu amor, dorme em uma cama de rosas. Gostaria apenas que os meus fantasmas fossem embora.

Assim guardo uma prece que me ensinaram quando pequena. Eu a usarei quando precisar ao máximo. Para rogar ao Pai, Filho e o Espírito Santo. Sem assinar meu nome. Uma pecadora comum como outro qualquer. E no momento de encontrar meu criador... Será que ele fechará o livro da minha história? Com todos os belos e tristes momentos,  com todas as vezes que o meu coração foi partido e que sonhei com um final feliz? Será que Ele irá embora, pois será tarde demais para salvar minha alma?

Uma vez me prometeram absolvição. Há somente uma solução para os meus pecados: eu tenho de encarar meus fantasmas. E saber sem nenhuma ilusão que somente um de nós dois vai voltar para casa de novo.

SoundTrack: Texto escrito sob a influência da mistura de Bon Jovi com Placebo.

[ Carinho ]

Paulinho do Against Clouds não tem jeito! ;o) Obrigada, viu? Beijos.
Musa Louca 11:27:18. Vai me condenar? [33]

segunda-feira, 24 de novembro de 2003

Perdi no tempo as imagens de outrora que não deixaram rastros na poeira cristalina. E nem sequer tristezas ou alegrias para agora afagar-me a tristeza à lembrança com meus sonhos de menina.

Alargaram-se tanto os horizontes da minha vida que encobriram o raiar dourado do desejo. E, hoje, motivos fúteis versificam a minha lida, me transformando em escrava da vontade que almejo.

A gente cresce. No mundo crescem os anos. Crescem os sonhos. As ilusões. As realidades. Também crescem os sentimentos mais profundos. Crescem mentiras. Os enganos. As verdades.

Mas só não cresce a felicidade passageira. Nos córregos sujos com barquinhos de papel. Nas bolas de gude nas ribeiras. No contar estrela de um azul de um imenso céu.

Revoa vento e me conduz nesta distância. Ao ponto do ontem sem delongas. Sem talvez. Já não suporto a incerteza. A inconstância. E do meu nunca mais quero fazer mais outra vez.

[ Arrasada ]

Mudei demais o visual. Agora os meus cabelos estão m. m. m. lisos, vermelhos e curtos. Ai ai... Alguém tem um creme de crescimento instantâneo para me doar, por favor?

Musa Louca 08:30:31. Vai me condenar? [19]

sábado, 22 de novembro de 2003

Sem sono. Sem cansaço. Sem lagriminhas. Com dor de cabeça. Banho de meia hora para relaxar. Precisava dormir mais. Olha o horário: são sete para o Weblogger, seis para mim. Aula de Keka II - A Missão. Daqui há umas duas horas. Sem o menor tesão de discutir sobre "Como se expressa a sociedade civil hoje". Suportar pacientemente as comparações do assunto com a novela Rei do Gado ou O Clone. Ela sofre de fanatismo com essas novelas. Com certeza.

Novo início de projetos. Comemoração. No momento: cabelos castanhos acobreados. Cor natural. Daqui há pouco: vermelhos ou castanhos escuros? Eis o mistério da fé. Comprar roupas e sapatos. Urgente. Aniversário de Tica. Parabéns, querida. Vários abraços de urso. Matar saudades. Pagar mico no bar.

Voltar a falar com o mafioso. Ontem. Depois do show. Mesmo desmaiando de sono. É m. m. m. bom. Sensação gostosa de estar retornando. Ao lar. Há um tempo atrás. Por isso, fiquei cantando e dançando debaixo do chuveiro. Treinando para mais tarde.

Imagine a performance:
"Primeiro era vertigem como em qualquer paixão
Era só fechar os olhos e deixar o corpo ir no ritmo.
Depois era um vício, uma intoxicação
Me corroendo as veias, me arrasando pelo chão

Mas sempre tinha a cama pronta e rango no fogão
Luz acesa, me espera no portão prá você ver
Que eu tô voltando prá casa, me vê
Que eu tô voltando prá casa outra vez

Às vezes é tormenta, fosse uma navegação
Pode ser que o barco vire, também pode ser que não
Já dei meia-volta ao mundo levitando de tesão
Tanto gozo e sussurro já impresso no colchão
Pois sempre tem...

A cama pronta e rango no fogão
Luz acesa
Espera no portão
Pra você vê
Que eu tô voltando prá casa outra vez

Primeiro era vertigem como em qualquer paixão
Logo mais era um vício me arrasando pelo chão
Pode ser que o barco vire, também pode ser que não
Já dei meia-volta ao mundo levitando de tesão
Pois sempre tem...

A cama pronta e rango no fogão
Luz acesa
Espera no portão
Pra você vê
Que eu tô voltando prá casa
Outra vez" - Casa - Lulu Santos.

Musa Louca 07:36:30. Vai me condenar? [13]

sexta-feira, 21 de novembro de 2003

[ Tristeza ]

Há poucas coisas tristes na vida que se eqüivalem a ver alguém indo embora depois que deixou você.
Ver a distância entre seus corpos aumentar até não haver mais nada exceto um espaço vazio e o silêncio.

Musa Louca 10:12:38. Vai me condenar? [29]

quinta-feira, 20 de novembro de 2003

[ Chocolate ao Leite ]

Um mundo de cores, onde as palavras se destacam. Uma palavra rosa num fundo lilás, uma palavra cinza num fundo vermelho, uma palavra azul num fundo verde. Uma palavra laranja num fundo vermelho, uma palavra pêssego num fundo preto, uma palavra cereja num fundo maçã. Um mundo de cheiros, onde as vozes se destacam. Um mundo de cortinas, onde as janelas permanecem fechadas. Um mundo fechado. Uma pessoa isolada. Sentindo cheiros, escutando frutas pingando palavras. É a torneira aberta. Uma pessoa falando. Pingando laranjas, escorrendo maçãs, pintando cerejas.
Um mundo trancado, uma sala fechada, uma porta que se abre, uma pessoa que levanta e sai sem despedidas.
Um telefone que toca, uma pessoa que sai, três pessoas permanecem sentadas falando. Entre si. Eu ando pelos corredores, olho dentro da sala, espero. Um copo de água, um pedaço de chocolate, água com gás, a minha vez de falar. Espero. Eu me distraio enquanto ouço. A água escorrendo, as janelas lá fora, o filme me espera.
Eu quero ficar sentada lá na fora, não aqui dentro, eu quero a banheira do andar de baixo, eu espero. Sair daqui o mais rápido possível. Onde cada frase deve ser estudada, eu não quero ser estudada, prefiro o fundo com palavras em cor.
Prefiro as flores na esquina ou o silêncio dele parado na porta. Sim, estou falando de aula, o que eu tenho a aprender com os pêssegos? O que eu preciso descobrir nesse mundo? Onde eu encontro as cores e como devo amassar a polpa e misturar a água? Como se faz uma palavra boa de beber, descendo macia, atingindo todos os pontos num só gole - como? sim, como um pedaço de chocolate. E espero. A minha vez de sair. Que fiquem na sala. Permaneço ou não na sua vida?
Gostaria de ter lhe dito poucas e boas. Mas alguma coisa aqui dentro em mim mudou. Faz tempo. Faz um ano. Apenas senti vontade de beijar-lhe a boca. Ficar parada escutando tudo. Tudo de ruim em mim. Gosto que as pessoas falem dos meus defeitos na minha cara. E não por trás. Se você tem algo a me dizer, não perca o seu tempo comentando com outras pessoas. Resolva comigo. Sou o seu espelho portátil. Só tenha cuidado para o reflexo não lhe ferir.
Aluguei uns DVD's. Queria rir. Queria beijar. [ Um dia eu folheei um livro qualquer numa livraria qualquer e achei essa frase: "O beijo é um encantador artifício criado pela natureza para interromper uma conversa quando as palavras se tornam supérfluas." Ingrid Bergman ]. Queria dizer o quanto eu te amo. Mas você está distante. Muito distante. E nem o meu olhar de súplica e nem as minhas palavras murmuradas lhe alcançam mais. Você prefere fingir que não ouviu. Ou não leu. O meu mais sincero interesse no relacionamento.
E a natureza nossa. Quando as palavras se tornam. Supérfluas. E a natureza nossa, quando. Um impulso se torna. Um desejo se cala. E se contém. Minhas palavras contêm. O quê? Cores? Feições. Nítidas. Eu sonhei que. Você me beijava.
Eu espero. Pelo final. Leio enquanto isso. Assisto ao filme o qual já li os dois livros: O diário de Bridget Jones. Os livros são melhores. E não acaba assim:
Chocolate. Um mundo de palavras onde eu mastigo sonhos. Onde eu deslizo me abrindo. Abrindo a boca, mordidas leves. Fechando as janelas. Sentindo o seu corpo no meu. Deslizo por baixo. Acaricio suas costas. Beijos sua virilha. Durmo em forma de colher com você.
Um mundo de cortinas onde as camadas se dizem. Me falam. Entre si. Fui olhar as estrelas nos degraus do quintal. Comendo bombons de chocolate.

Sobremesa: Esse texto é uma despedida ao chocolate por algum tempo. Entrei na dieta do biquíni. Risos e mais risos. Fui visitar meu avô. Ele está muito bem. Reclamando o tempo inteiro que quer sair daquela UTI e que ele só está perdendo tempo. Ai ai... Tentei convencê-lo a se acalmar e a pensar que estava no SPA, de férias descansando, então ele me respondia dizendo que preferia estar em Mutá. Tentei um outro argumento... como se ele estivesse num quarto de um luxuoso hotel, e ele dizia que preferia estar lá embaixo dando voltas na piscina. Bem, tentei mais algumas vezes, até que... arf... cansei. Mas o bom é que dei vários beijos durante a birra. Risos.

Em repeat no Winamp: Someone Like You - Van Morrison.

Musa Louca 10:26:12. Vai me condenar? [35]

quarta-feira, 19 de novembro de 2003

[ Alert : On ]

Ele ainda continua na UTI, mas o quadro está estabilizado.
Foi um princípio de infarto. Já é a terceira vez que isso acontece nesta mesma data com ele. Isso é que eu chamo de puta-azarada-coincidência. Ele vai precisar ficar em observação e fazer exames constantes hoje e amanhã.

O que mais me preocupa nesse moço-lindo-maravilhoso de 72 anos é que ele já operou o coração, e se preocupa mais com os outros do que com ele mesmo. Ai ai... como esse moço abala as minhas estruturas...
Às 16h vou enchê-los de beijinhos, nem que seja por debaixo dos panos. ;o)
Obrigada pelo carinho.

Musa Louca 15:04:50. Vai me condenar? [15]

[ Pain : On ]

Não estou podendo escrever e nem comentar.
Minha cabeça está em outro lugar.
Na UTI com uma das pessoas que eu mais amo no mundo.
Espero que procurem entender o meu desespero.
Vou rezar pelo meu vô.

Musa Louca 11:10:22. Vai me condenar? [10]

terça-feira, 18 de novembro de 2003

[ Enquanto me coço... ]

Continuo me perdendo em traços, rabiscos e pixeis de um layout preto e branco, não mais colorido, que eu sequer estou afim de montar. Joguei o mouse, tinta, tela e pincel de lado. Estou aqui na janela da casa no meio do mato, vendo o povo caminhar em direção ao refeitório e aos seus carros. Já começou a tocar o tempo inteiro nas rádios as músicas para o carnaval. A vida não poderia ser mais injusta e alegre. Felicidades para uns... Melancolia para outros. Ano passado eu viajei para o sul nessa época e também em fevereiro. Esse ano eu ainda não pude resolver nada. Estou preocupada com o menino febril e distante. Ele ficou de me dar notícias sobre a sua saúde e sumiu. Deve estar por aí.. passeando com a sua dona.

Enquanto isso, perdido em algum canto do globo terrestre... Nem no sul e nem no sudeste, um cabra-macho-arretado com estado mental em midwest fica a me provocar via e-mails. Cuidado comigo. Eu sou uma baigucha das piores que tu já teve o desprazer de não-conhecer. Sou uma não-possibilidade cuidadosa e me afasto quando menos esperar. Ultimamente não tenho brincado com o destino, tenho me mantido tranqüila e esperta, assim apenas observo quem deseja sangrar. O dia em que resolver topar um desafio, vou para o Vale da Paraíba comer feijão com farinha e banana em rodinhas. Sentada no degrau de uma casa antiga, sorrindo pelo mais puro prazer de estar ao ar livre. Numa vida simples e querida. Essas detalhes sempre me lembram minha infância. Eu passeava lépida e faceira observando os objetos de cerâmica pelas feiras de Santo Antônio de Jesus, interior da Bahia.

Ai ai... o que eu mais queria neste momento é voltar para o banheiro da minha casa. Ficar debaixo do chuveiro e fazer todo o ritual desta manhã. Passar pelo menos uma hora esfregando levemente as minhas costas com óleo de ervas naturais e relaxantes. Depois passar mais uma hora me encharcando de hidratante de chá de erva. Tô usando "ervas que aliviam e me acalmam". As minhas costas estão me incomodando. Argh. Passei protetor solar e não adiantou. É nisso que dá ser branquela e ir RARAMENTE a praia. Agora estou aqui... vermelha e... hunf... arg... grrrrrr... me coçando.
E que fique bem claro: nem eu te ligo e nem tu me telefonas.

Musa Louca 14:15:41. Vai me condenar? [21]

segunda-feira, 17 de novembro de 2003

[ A Vida Não Pode Esperar ]

Ele está lá fora. Esperando-me, como um animal selvagem aguarda a sua vítima. Ele quer me olhar nos olhos. Sabe que não tenho como fugir e também sabe que falta pouco para que nos encontremos de novo. Ao abrir a porta, a luta recomeçará.
Tem um furacão lá fora. Insistente, pegajoso. Ele já arrastou homens, meus, não sei. Amigos, que também se diziam meus. O Furacão já arrancou desejos, sonhos que agora estão acordados - e nem por isso realizados. Roubados foram por ele, o Furacão, pedaços recortados e peças gigantescas: quebra-cabeças inteiros de minha vida.
Nós temos contas a acertar. Os grãos que caem da ampulheta estão quase no fim. Não há volta. A hora está chegando. O momento final. Me arrepio e me entonteço quando penso nele, o Momento, mas ao mesmo tempo essa espera é o que me mata. Olho pela janela e o Sol me diz que são seis, sete horas. Falta muito pouco agora.
O Furacão continua lá. Uma das poucas certezas que tenho é que ele não vai embora - pelo menos, não até eu sair. O Tempo é seu aliado. Quero crer que Deus está comigo, mas não sei até que ponto posso contar com Ele. Não é blasfêmia, é que. Talvez Ele mesmo tenha mandado o Furacão, sim, é isso: Ele criou o Furacão. Tudo isso faz parte de um ritual. Deus quer ver se eu sou digna. O Furacão quer que eu prove.
Não tenho espadas. A única arma que possuo é minha mente. Alguém cochicha em meu ouvido que é só do que preciso. Olho para os lados e não vejo ninguém, apenas o Furacão me esperando além da porta. Devo manter minha arma, minha única arma, sadia. Penso em prometer cuidar melhor dele se eu sobreviver desta vez, mas estou cansada de promessas que jamais serão cumpridas. "Talvez este seja o momento para promessas que jamais serão cumpridas", alguém cochicha de novo. Sorrio. Então, existe esperança?
Despreocupado, à frente de minha porta, o Furacão ri. Ele sabe que é o primeiro dos Cinco Desafios que terei que enfrentar até que possa descansar novamente. Lutarei sozinha, mas lutarei. E não vou ser vencida fácil, Furacão. Agora eu estou mais forte, mais forte do que jamais estive.
Nós temos uma relação. Independente de quem vença, ele sempre volta. Na mesma hora, no mesmo dia. Dessa relação depende minha existência. Ela pode até me trazer benefícios, mas não há tempo para filosofar agora.
Chegou a hora. Ou ele me vence ou eu a ele. "A vida não vai esperar", alguém cochicha pela última vez antes de eu me levantar. Já sangrei muito, mas isso não importa. Nada que tenha vindo antes de Agora importa mais, apenas e exclusivamente O Que Está Por Vir. O último grão da ampulheta acaba de cair. A janela, inerte, compactua: são seis, sete horas, o Sol avisa. Hora de sair.
Levanto-me. Ao meu redor, uma última visão me é concedida. Este instante é único, mais único que todos os outros. Depois dele tudo vai ser diferente - pelo menos até a próxima vez em que eu travar semelhante luta. Isso, se sobreviver.
Ponho-me a caminhar. Estou pronta, Furacão. E mesmo que não esteja, estou indo ao seu encontro. Pode vir com tudo, pois eu irei também. Venha que minha alma quer briga. E que também venham os outros quatro, completando os Cinco Desafios que me foram impostos. "Deus, não me abandone", quase imploro.
Saio do meu quarto, termino o corredor, viro na cozinha e vou em rumo à porta de saída. Respiro fundo e sinto o coração bater forte. Às vezes medo, às vezes frustração, sempre ansiedade. Abro a porta e me deparo com o Furacão, como há uma semana. A luta tem início.
Aqui começa mais uma Segunda-feira.

Musa Louca 10:19:38. Vai me condenar? [26]

sexta-feira, 14 de novembro de 2003

[ Carta de Alforria ]

Ganhei a minha carta de alforria.
Não vou trabalhar amanhã.
O treinamento acabou. Livre. Sempre Livre.
Free. Sempre Free. Eu sofri demais.
.
.
.
Ops.
Controle-se Luciana, isso aqui não é comercial nem da Escrava Isaura, nem de absorventes e nem de cigarros.

Ahn, é... Bem, podemos voltar a nossa programação normal.
Tô morrendo de saudades de vocês.
Por isso, amanhã tem postinho novo e visitas. Muitas visitas. ;o)

Musa Louca 18:20:22. Vai me condenar? [18]

quinta-feira, 13 de novembro de 2003

[ O FIM DE UMA REVOLUÇÃO ]

No começo tudo era paz. Em 1999, quando estreou nos cinemas o primeiro MATRIX, ninguém dava nada pelo filme. Não havia expectativa, não havia curiosidade, não haviam dúvidas. Mas, assim que alguém o assistiu, a coisa toda teve início. Foi o verdadeiro "boca-a-boca", todo mundo comentando com todo mundo sobre aquela história maluca e visualmente irresistível. Tanto que MATRX foi aclamado como o "filme do ano", arrebatando milhões nas bilheterias e levando uma penca de Oscars pra casa. Porém esse não havia sido o fim. Ao menos ainda. Quatro anos depois, estamos agora no badalado "Ano Matrix", com os lançamentos das duas continuações desse inesperado sucesso.
Se MATRIX RELOADED, o segundo episódio, lançado no meio do ano, deixou muita frustração e pouco contentamento, MATRIX REVOLUTIONS, atualmente em cartaz, é o oposto. Sabiamente, os irmãos Wachowski - diretores e roteiristas do filme - não se preocuparam em fechar todas as portas abertas no capítulo anterior, mas sim em encontrar um final interessante, envolvente e satisfatório para sua trilogia. E isso eles conseguiram.
MATRIX REVOLUTIONS tem, no mínimo, duas grandes seqüências, que certamente irão marcar época. A primeira, o ataque das máquinas à última cidade humana remanescente, Zion, é quase tão impressionante quanto a batalha do Abismo de Helm de O SENHOR DOS ANÉIS - AS DUAS TORRES. Grandiosa, absurda, fantástica - e difícil encontrar termos à altura do que é visto na tela. Já o final da trama, o esperado embate entre o predestinado Neo (Keanu Reeves) e o vilão-mor Agente Smith (Hugo Weaving) é simplesmente arrebatadora, a ponto de deixar qualquer fã de histórias em quadrinhos e ficção científica literalmente de queixo caído.
O primeiro filme foi surpreendente e extremamente eficiente em suas intenções - era uma obra de entretenimento legítima, que se satisfazia por si só. Não eram necessárias continuações. Mas a ganância e o ímpeto desbravador hollywoodiano sempre terminam por falar mais alto do que a razão e a lógica, e então duas - e não somente uma, ao menos a princípio, o que seria mais lógico - seqüências foram produzidas. MATRIX RELOADED chegou precedido de tanta expectativa, foi tão badalado previamente, que era praticamente impossível não decepcionar em ao menos algum aspecto - o problema foi que isso aconteceu em muitos mais pontos de vista do que o aguardado.
MATRIX REVOLUTIONS, assim, chega numa situação bastante especial. Continua com o carisma em alta, mas não a níveis exorbitantes quanto o que o precedeu. Não precisa fazer História (isso, com "H" maiúsculo, só o primeiro conseguiu), mas também não tem tantas obrigações a cumprir. Seu papel é mais fácil de ser desempenhado, e é com deleite que percebemos que seus realizadores compreenderam isso. REVOLUTIONS não é ambicioso e prepotente como RELOADED, e consegue entreter e concluir uma saga superlativa, que merece os fãs que tem e a amplitude do seu impacto que hoje desfruta em vários meios. Pode se dizer quer essa "revolução" finalmente chega ao seu término com chave de ouro, eximindo-se de qualquer exagero pseudo-filosófico e superficial que possa ter sido mal interpretado - e, principalmente, empregado - no seu decorrer, e ainda por cima dando um show de técnica e efeitos especiais. E, ao menos nesse sentido, já tá bom demais.

Musa Louca 09:57:53. Vai me condenar? [22]

terça-feira, 11 de novembro de 2003

[ Nada Como Um Dia Depois do Outro ]

Havia momentos que ninguém compreendia quando ela tomava certas atitudes. Por exemplo: atirar-se de um edifício, dar um tiro no ouvido, cortar os pulsos, mas ela agia, assim. Bastava sentir-se vazia por dentro ou cheio de tudo. Mas a vida seguia em frente e no outro dia sempre afirmava: há momentos que se vive, outro que se deixa matar.

[ Treinamento ]

Vou ser preparada para enfrentar mais uma guerra pelo sustento da vida e do trabalho. Tão digna e honrosa quanto à dos soldados dos EUA no Iraque (piadinha!). Sem mais brincadeiras e delongas: estarei fora pelo resto da semana. Deixe o seu recado neste meu secretário virtual assim que ele aparecer em seu browser. Muito obrigada pelo carinho e volte sempre. ;o)

Musa Louca 08:53:20. Vai me condenar? [35]

segunda-feira, 10 de novembro de 2003

[ A Menina e O Poeta ]

Flor-Menina
criança
apaixonou-se pelo Poeta
que a transformou
numa Flor-Mulher.
Virgem
morena
amena
encanto a desabrochar
em forma de primavera
colhida pelo poeta em manhã de pálido sol
quando a noite dava luz ao dia
e se escondia dos raios púrpuros
que pintavam o céu
em ouro
em laranja
em mel.
Ela foi com o Poeta
caminhou no seu caminho
deu-lhe amor
deu-lhe carinho
sem saber aonde ia.
Sorriu com seu sorriso
amou com seu amor
e se entregou...
Amou demais amou amou amou.

Virou musa inspiradora
de canções dolentes
canções puras
tristes
contentes.
E um dia
o mesmo vento que trouxe o Poeta
de volta o levou.
A menina ficou triste
sentou
sofreu
chorou
implorou:
"Vento que roda mundo
vai às terras do sem fim
traz meu poeta-vagabundo
pois amo ele mesmo assim".
O vento ouviu, sorriu e saiu.
Rodou , virou, sacudiu, procurou, voltou.
Encontrando a menina que chorava,
sangrava no ouvido lhe confidenciou:
"Já corri todos os cantos
das terras de além-mar
fui à pátria dos encantos
e não consegui encontrar".
A menina desesperada, despreparada, coitada
foi a uma cama desarrumada
odiada, tanto amada e disse:
"Veja vento, leia o que está na parede
foi o Poeta quem escreveu".
E o vento leu:
"Só restarão as marcas do suor nos nossos corpos".
E compreensivo, passivo, levemente,
tão somente, disse-lhe um sim.
Então a menina compreendeu!...
"Seu poeta era livre
e com ela sempre estava.
E todas as tardes
leve macio sonolento
vinha em forma de vento
e a face lhe beijava...".

Musa Louca 01:05:43. Vai me condenar? [28]

sexta-feira, 7 de novembro de 2003

Gostaria de estar perdida entre as nuvens. Voando lado a lado com as andorinhas em busca de um verão pré-pago. Gostaria de fugir desses meus dias monótonos e de brincar com os seus ponteiros do relógio. Quem sabe assim eu dou uma boa gargalhada ao ver sua cara consternada por ter mudado o resto do seu dia? :o) Bom fim. De. Outra semana.
Musa Louca 17:08:39. Vai me condenar? [12]

[ Órfã ]

Acabo de ler no site da banda:

important announcement from the band
suede would like to announce that from next year they will be working on their own individual projects.there will not be a new studio album until the band feel that the moment is artistically right to make one.this announcement does not affect the forthcoming touring commitments. suede would like to thank the fans for their wonderful support over the years. see you in the next life.
Fonte: Suede.net


Tô m. m. arrasada. Quero morrerrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr... Quero ouvir Saturday Night até se esvairem as minhas últimas gotas de sangue.
Eu sei, sei que estou sendo extremamente trágica e dramática. Mas, pra mim, o que está acontecendo é uma tragédia mesmo. Você tem noção???????????
Essa é a banda que eu mais AMO no MUNDO. Como eu posso ser positiva agora? Como posso pensar numa nova manhã? Se todas as noites de sábado, apartir de hoje... não me farão mais feliz como antes.

[Eu sabia que não devia ter comprado nenhum dos cds deles originais. Enquanto eu tinha só os piratinhas, nada disso acontecia. Quando eu decidi ir na loja, e comprei o último cd, dei um click reverso no universo e eles resolveram terminar. Que injustiça comigo!]

[ Enquanto isso em outra galáxia distante... ]

E enquanto eu passeio pelas estrelas,
Ele se transforma em uma delas.

Obrigada por me tornar parte do time.
O site ficou realmente uma graça.
Musa Louca 00:37:51. Vai me condenar? [19]

quinta-feira, 6 de novembro de 2003



[ Eu me Troco ]

Troca-se uma mulher
com seu dote e pote
saber e sabor
dívidas, dúvidas, dádivas.

Troca-se uma mulher
de nome e renome,
sua fama e flama,
sua alma e lama,
fluxo e refluxo,
seu percalço e encalço
seus pecados e enlaços.

Troca-se uma mulher
pelo pé de uma estrela,
gnose de gnomo,
brilho de besouro,
e volta-se o troco.

Troca-se uma mulher
sua identidade,
seu nome, seu canto,
seu medo e liberdade.

Uma mulher se troca.

Musa Louca 11:43:59. Vai me condenar? [25]

quarta-feira, 5 de novembro de 2003

[ O Filme da Minha Vida ]



Ganha um beijo quem souber o nome do filme e o nome dos personagens de Ralph Fiennes e Juliete Binoche.


[ Sobre o Filme da Minha Vida ]

No final do século XVIII, em uma área rural da Inglaterra, surge com o tempo uma violenta paixão entre a voluntariosa Catherine Earnshaw (Juliette Binoche) e o cigano Heathcliff (Ralph Fiennes, ai ai...), seu irmão adotivo. Criados juntos, eles são separados pela morte do pai de Cathy e a crueldade de como Hindley Earnshaw (Jeremy Northam), seu irmão, trata Heathcliff. Quando Heathcliff fica sabendo que ela vai casar com o rico e gentil Edgar Linton (Simon Sheperd), mesmo o amando, Heathcliff foge para fazer fortuna na esperança de ser digno a ela. Dois anos depois, Heathchliff retorna para vingar-se de Hindley e Edgar e do abandono que Catherine lhe infligiu.

Essa imagem trata-se da versão de 1992 de O Morro dos Ventos Uivantes (Wuthering Weights). E é a quarta de 4 adaptações cinematográficas que o livro de Emily Brontë teve, até o momento, e a mais bela pra mim.
Nesta cena, Cathy pergunta a Heathcliff se alguma vez ele viu o mar. E está é a fala dele: "Devo ter visto, não lembro. Minha vida só começou com você.".
Juliete Binoche também interpreta o papel de sua filha Catherine Linton, dezoito anos depois da sua morte.

Esse é o único romance de Emily Brontë, publicado em 1847 sob o pseudônimo de E. Bell. O Morro dos Ventos Uivantes é um verdadeiro hino ao amor louco e impossível.
Musa Louca 22:02:11. Vai me condenar? [19]

[ Mera Semelhança Não é Coincidência ]

Há dias que compro sonhos num shopping center da ilusão. Mas há também dias que só saio quando ao cair da tarde, após o dia findar seu comércio, após passar inteiro a brincar com Deus e o diabo ou coisas semelhantes. Nestes dias sou o meu sonho.

Musa Louca 14:58:02. Vai me condenar? [16]

terça-feira, 4 de novembro de 2003

[ Fantasia no Banheiro ]

Eu e Adam, sozinhos no quarto, ele dorme tranqüilamente, eu ando até a janela. Espero para passar um dvd. Espero você tomar banho. É o contrário.
Ando até a janela, e abro um pouco, olho para baixo, é a janela do quarto, você bate na porta. Sim, eu estou viva, é que liguei o chuveiro, vim correndo pegar a toalha e me distrai com as fotos em cima da cama enquanto a água vai esquentando, e esquentou, e continuei vendo as fotos, rebolando, enquanto a música toca.
Na verdade não entrei no chuveiro, mas ainda estou viva. Estava em outro lugar, só isso. Estava pensando em você, sozinho comigo, num lugar imaginário criado para nos fazer feliz. Fui até a janela como se ela pudesse me inspirar ainda mais, só isso. Uma música, é o que estava ouvindo, música de desejos, e fiz um barulho bem alto - um grito acompanhando o cantor singular. Comecei a gostar de rock por causa desses gritinhos sexies dele - quando você perguntou se eu estava viva.
É que dentro do banheiro. Sabe como é. Eu demoro a lembrar que estou dentro do banheiro, e debaixo d'água. Sabe como é. Eu vivo é debaixo d'água. E você me espera para dar uma volta. Queremos andar, hoje é dia de andar, inventamos que hoje é dia de andar. Porque ontem foi dia de sair, e não saímos. Ontem inventamos que íamos sair, porque não saímos faz tempo. E hoje queremos andar.
São desejos simples, por que não satisfazer desejos? Eu desejo um longo banho com muita espuma. Você deseja andar logo. Eu desejo música dentro do banheiro. Você deseja andar logo. Eu desejo um pouco de licor dentro da banheira. Você deseja (muito limitado) andar logo. Eu desejo você dentro da banheira.
Só não temos banheira, você precisa imaginar, temos a espuma, eu, você, e água, e licor, o resto você imagina, o resto não, o principal, a sobremesa, você imagina não, você faz, isso é bombom com licor de cereja, e eu imagino que estamos na nossa banheira.
Agora espero você tomar banho. Espero sentada na pia, olhando a porta, e ouvindo o seu rock, e me perguntando se continuo dentro do banheiro te esperando ou se vou me vestir logo. Mesmo começando antes, eu me visto mais devagar. Você entrou no meu banho, eu tomei banho depois, você tomando agora.
Não sei como algumas pessoas tomam banhos tão rápidos, ficar debaixo d'água é tão bom, você concorda. Agora eu te espero, porque você concorda. E danço, e trouxemos o som para cá.
E ainda queremos dar uma volta?, o dia se foi, escureceu, vamos ou não? Sim, vamos, é o que você responde. Eu quero andar, você fala. E diz outras coisas que eu não respondo. Estou a fim de ficar calada. Por que não satisfazer os desejos? Eu desejo te ouvir sem responder. Você deseja conversar. Eu desejo voltar essa música. Você deseja escutar o cd inteiro.
Vamos escutar o cd inteiro, calma, eu também desejo isso. Você sai do chuveiro. E me abraça. E me tira da pia e me leva até o quarto. E eu me visto. E você se veste, já se vestiu, e estou de blusa e calcinha, e qual dessas saias?, tanto faz, você responde, é só uma volta, você diz, e fala outras coisas que eu escuto sem dizer nada. Você me beija, a alça da minha blusa escorrega no ombro esquerdo, você abaixa minha blusa, eu -

eu - Eu visto uma saia qualquer, coloco a blusa, e esqueço uma coisa. Eu não me penteei. Agora vamos dar uma volta. Tarde demais. Eu me deito e você se deita por cima de mim. Deixe-me assim. Solta sob o seu corpo. Tudo tão escuro, tudo tão gostoso, é que o dia acabou e não acendi as luzes. Risos. Também nem tinha energia.


Adam.

Coffee and T.V. - Blur. Nada a ver com o post. Mas essa música é m. m. gostosa.
Musa Louca 15:18:18. Vai me condenar? [29]

segunda-feira, 3 de novembro de 2003

[ Sob(re) Estrelas ]

Ele andava com o seu violão embaixo do braço, um sorriso matreiro e o olhar perdido na praia. Eu, ao seu lado, caminhava fitando as estrelas. Tenho o costume de olhá-las todos os dias. Principalmente, quando quero me sentir parte deste planeta. É como se cada uma delas fosse me dar uma resposta a todas as coisas que tenho vivido e sentido.
Sentamo-nos nos degraus da escada do Forte de Mont Serrat. No olhar dele, agora, refletia as luzes artificiais. Os meus, pingados de reflexos estelares, estavam fixos nos cavalos comendo grama verdinha. As coisas nunca estiveram tão calmas e em sintonia. Antes tínhamos uma mania incrível de um subjugar ao outro com as suas vontades. Era difícil ceder qualquer bobagem e passávamos mais horas brigando do que conversando ou beijando cada cantinho do rosto.
Mas, às vezes, eu tenho receio de ficar passeando e falando sobre o passado. Ele tem o poder de gelar o meu sangue. E me fazer pensar nas estrelas de uma maneira triste, comparando-as com as pessoas. Pois, assim como elas, podemos nos tornar tão frias e inatingíveis...

[ Da série: Cadê o John Cobbert da Minha Vida? ]

Será que é querer demais
Que todos os dias sejam assim
Como esses em que você, perto de mim,
Mostra-me um mundo diferente,
Em que eu não desejo mais
Nunca mais tê-lo ausente?
Viver sem você não é nada
Além de um eterno inconveniente
De querer desviar da estrada
Para viver no seu mundo somente.
Não sei se sou inconseqüente,
Mas eu não seria eu, enfim,
Se de mim mesmo eu não quisesse o fim,
Para com você começar novamente.

Musa Louca 12:55:26. Vai me condenar? [24]

domingo, 2 de novembro de 2003

[ Pro Dia Nascer Feliz ]

Ganhar calcinhas coloridas, floridas e dos Normais, + passar hidratante refrescante de chá verde no corpo, neste domingo calorento, é m. m. bom.

Musa Louca 16:15:06. Vai me condenar? [10]

sábado, 1 de novembro de 2003

Todos nós precisamos de um descanso.
Por isso o Weblogger acompanha os seus amigos à praia nos finais de semana.

Musa Louca 18:20:11. Vai me condenar? [5]

[ A Maçã ]
[ Previsão do Tempo ]
Tô assim e daí?
[ I Believe In...]
Minha fera interior solta, gemendo a dor de um sorriso ferino que me marcou, fonte de um sorriso masculino, transposto na espada da dor. O rito que brada, suga e condena mais uma vez o chicote de ficar a margem levado pelos pássaros vigilantes do esquecimento.
[ Reflexo da Mente ]
[ O Pecado ]
[ Livro de Visitas ]
[ Contato ]
[ SoundTrack's ]
[ Na Gaveta ]
[ Leitura Global ]
[ Estimação ]
[ Gosto Não se Discute ]
[ Pecados Confessos ]

on-line
 
 

© Copyright 2003 - Loucuras Corporation S.A.
Em Meus Olhos